An Official Site of the Bahá’í International Community

Capítulo VII:

Conclusão

A

campanha da República Islâmica de Irã contra a pacífica comunidade bahá'í daquele país, chama a atenção não somente por sua característica de injusta discriminação — os bahá'ís no Irã são perseguidos somente em razão de sua convicção religiosa —mas também por sua perfeita concepção e implementação sutil.

Durante os últimos 25 anos, a única fonte de proteção e encorajamento para a comunidade bahá'í iraniana foi a preocupação internacional, conforme respetidamente expressado pelas Nações Unidas, por diversos governos, e pelos veículos da mídia mundial.

Em 1979, prticamente desde o seu nascimento, a República Islâmica do Irã começou uma ampla campanha de prisões, tortura e execuções sumárias contra os 300.000 membros da comunidade bahá´í no Irã. Até 1983, cerca de 150 bahá'ís haviam sido executados, centenas de outros presos e milhares demitidos de seus empregos. O número de mortos alcançaria mais de 200 em anos posteriores.

Além de tais atrocidades, porém, o governo iraniano voltou-se explicitamentecontra as crianças e jovens bahá´ís. Virtualmente logo após a revolução islâmica, todos os estudantes bahá'ís foram expulsos das escolas e tiveram bloqueado o acesso ao ensino superior.

Pressões internacionais, porém, logo forçaram o Irã a diminuir o ímpeto inicial de prisões e matanças — como também a exclusão de crianças das escolares primárias e secundárias de ensino público.

Porém, quanto aos jovens mais velhos, o governo não tem permitido à juventude bahá'í ingressar ou freqüentar faculdades e universidades no Irã.

A ação contínua para impedir os bahá'ís de acesso ao ensino superior, que no mundo moderno é a chave para o desenvolvimento social e progresso econômico, é um sinal claro dos objetivos do governo, buscando destruir a comunidade bahá'í como uma entidade viva da sociedade iraniana.

O decreto oficial barrando os estudantes bahá'ís de admissão à universidade pública foi emitido em 1981, dois anos após a revolução islâmica. Naquele ano, as universidades publicaram prospetos novos que exigiam que os candidatos pertencessem a uma das quatro religiões reconhecido na nova Constituição, que são: a muçulmana, a cristã, a judaica, ou a zoroastriana.

Em 1991, o governo confirmou tal medida, em um memorando secreto no qual esboçou, com intenção engenhosa, um plano para bloquear o desenvolvimento da comunidade bahá'í. “Eles devem ser expelidos das universidades, seja no processo de admissão ou durante o curso dos estudos, sempre que forem conhecidos como bahá'ís,” dizia o memorando.

O fato do governo iraniano persistir nesta política até nossos dias, continuando sistematicamente a bloquear qualquer tipo de acesso ao ensino superior a estudantes bahá'ís, cuja única transgressão seria professar um sistema de convicção religiosa que os mulás do Irã declaram ser contrária ao Islã - é algo que desafia a imaginação moderna.

Na busca de vantagens comerciais e outros favores da comunidade internacional, o governo tem tentado, em sua mais recente manifestação deste esforço discriminatório, enganar aqueles que buscam monitorar seus direitos humanos com um estratagema que tenta culpar os próprios bahá'ís iranianos, afirmando que eles mesmos estão recusando se matricular nas faculdades e universidades do Irã. O governo fez isto jogando com o fato conhecido de que os bahá'ís jamais chegariam a um acordo que ferisse seus princípios religiosos fundamentais.

Mas estratagema ou não, as ações do governo iraniano são bastante claras -- representam uma negação ilegal e inaceitável do direito à educação aos estudantes bahá'ís no Irã.

Como pessoas jovens em qualquer outra parte do mundo, a juventude bahá'í no Irã deseja desesperadamente o acesso às oportunidades e discernimentos que decorrem do ensino superior. Isto é especialmente verdadeiro porque os ensinamentos de sua Fé dão ênfase especial e enorme importância ao conhecimento e ao aprendizado — e porque esses mesmos ensinamentos também enfatizam a importância de todos contribuirem para o bem estar e progresso da sociedade.

Durante os últimos 25 anos, a única fonte de proteção e encorajamento para a comunidade bahá'í iraniana foi a preocupação internacional, conforme repetidmente expressado pelas Nações Unidas, por diversos governos, e pelos veículos da mídia mundial.

A única esperança que se tem é que os líderes acadêmicos do mundo tomarão agora ações firmes e definitivas, protestando energicamente contra a opressão injusta que continua confrontando as pessoas jovens da comunidade bahá'í no Irã.

 

| Contato com os bahá'ís (e-mail) |